| Rescaldo 2008 |
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Informações de Rescaldo de 2008 (página em actualização, se for autor de um blog onde tenha comentários sobre a 1ª edição por favor envie-nos por e-mail). Tópico de Rescaldo do Evento no FórumBTT - Opiniões, comentários, fotografias, criticas, etc.
Caríssimos companheiros,
As primeiras 100 milhas a acontecerem em Portugal tiveram lugar no belo Alentejo de Serpa. Foram (muito bem) organizadas pelo já conhecido Ludos (do FórumBTT). E que organização, estava tudo excelente!
Depois de em 2002 ter estado presente na primeira Maratona de BTT realizada em Portugal (100km de Portalegre) e de em 2003 ter estado presente na primeira prova de 24h (24H de Vila de Rei), não resisti a este desafio de participar também na primeira ultra-maratona. Como se 160km de bicicleta em todo-o-terreno não fossem desafio suficiente, resolvi ainda por cima participar em singlespeed. Vários problemas com furos na roda traseira logo no início da prova deixaram-me bastante desmotivado e à beira da desistência. Não consegui resolver o(s) problema(s) na totalidade mas foi o suficiente para recuperar um pouco o tempo perdido e conseguir chegar com a bicicleta ao final. Mas foram longas horas de stress, mais até que o esforço fisíco, que nem a imensa beleza da paisagem alentejana conseguiu amainar. No entanto, ao fim de 167km e 10h45m a pedalar todos esses problemas foram atirados para trás das costas e a recordação que perdura é a duma bela jornada de btt. Por isso não podia deixar de assinalar este evento, ainda que desta forma simples, na minha página pessoal. Pedro "Indy" Ribeiro in http://indy.home.sapo.pt/relatos/0113_SRP160/index.htm A aventura dos 160 começou logo a fazer estragos nos meus nervos na Sexta Feira dia 11... A poucas horas de ir buscar o Marco para irmos pernoitar em Figueira dos Cavaleiros, comecei logo ( talvez pelos nervos ) a bater com o carro, mas antes isso que partir uma perna. Fui à Bike Zone comprar um pneu novo ( maxxis larsen TT 1,90, que grande pneu... ) e ao montar o pneu deixei a pastilha do travão de trás a roçar no disco, na minha boa fé - "...amanhã arranjo isto com calma..." pois... Já em Figueira dos Cavaleiros dormir foi mentira, eram 00h20 quando a malta foi dormir e o despertar estava para as 5h50m, escusado será dizer que os nervos que tinham atacado o Marco na véspera, atacaram-me a mim nessa noite, dormir começou a ser uma aventura, e vá de pedaler a noite toda... Dia 12, lá fomos nós mais o amigo Carlos ( amigo do Marco lá da Figueira ) direitos a Serpa. Já no local do secretariado tentei encontrar umas anilhas ( para meter na bomba do travão para esta não roçar ) mas sem exito... eu e o Marco para vermos como estava a minha bike, levantamos a roda e o Marco tentou rodar a roda à mão, nem uma volta deu... claro que comecei a ficar desesperado, mas logo de seguida é anunciado que faltam 3 minutos para a partida, e eu olhei para o Marco e disse muito ciente do que ia fazer, eu vou assim... o Marco nem resposta me deu... Dada a partida começamos por dar uma volta à Vila que não contava para os Kms, depois foi um mar de emoções a vir ao de cima, habituado a rolar em talega e perceber que nem força tinha para descer em talega... mas lá fui, sempre nas calmas e a gerir o meu esforço e adrenalina, é que desta vez não me podia picar com ninguem nas subidas, e devia ser o unico a desejar que não houvessem muitas descidas, é que travão de trás, estava lá mas não era o mesmo ( só tinha o da frente para travar...). Chegado ao primeiro abastecimento ( Km 21 ) sentia que o dever até ali estava cumprido, restava lutar até chegar ao próximo abastecimento que desta vez era ao Km 64, a minha preocupação era chegar lá porque pensava que havia assistência técnica, neste espaço de um abastecimento ao outro devo ter rodado quase em ultimo lugar. Chegado ao Km 84, que era onde estava a assistência e já convencido que se não resolvesse o problema a minha prova ficava por ali que já não tinha mais força para fazer a outra metade da prova, ainda me fartei da rir... o Sr que lá estava ao ver que a roda não rodava, disse-me em alentejano puro: atão como é que você chigou aqui???? Ó ( naõ me lembro o nome ) olha lá como este veio????, mas lá me resolveu o problema, que passou por desapertar a bomba do travão e seguir com a bomba quase solta, mesmo assim o raio do travão conseguia travar quando solicitado. Depois de estar um pouco na conversa com pessoal que estava lá parado, lembrei-me que a próxima paragem era num controlo e tinhamos que lá estar antes das 15h, eram 14h02 e pelo que eles diziam faltavam 24 Km rolantes, e para mim esses sim foram rolantes... só a sensação de apanhar uma ligeira inclinação e poder levantar-me e parar de pedalar para rolar sem esforço, coisa que até ai era impossivel porque se não fosse muito inclinada a bike parava ao fim de 2 a 3 metros. Cheguei ao controlo às 14h46m passei nesses Kms 14 companheiros do pedal, depois foi fazer a prova a recuperar posições e a tentar poupar um pouco as pernas do esforço que fiz até aos 84, mas a adrenalina não deixava e cada vez que via alguem lá à frente lá tinha que tentar apanhá-lo... ao Km 116, o famoso furo da ordem, que me fez perder algum tempo e lugares, mas ainda consegui recuperar alguns até à meta. Apesar de tudo adorei a prova, acho que o mais dificil é a parte psicológica, são muitos Kms e no meio há muita quebra de forças e pensamentos negativos, fiz os 168 Km quase sempre sozinho, tirando os ultimos Kms que rolei com um companheiro que rolou comigo e ainda trocamos umas conversas... Não posso deixar de salientar a magnifica prova do Marco ( esse verdadeiro Animal ) terminou perto das 16h30m, grande prova... Eu terminei às 19h20m ( 40m antes do limite estipulado pela organização ), foram 10h 20m a pedalar... ontem estava a pensar... e as 24 Horas??? mas isso fica para depois... O que fica para a história: - Consegui terminar - Bebi 5,5 litros de àgua e 0,75L de bebida isótonica ( eu que bebo pouca àgua ) - Comi 7 bananas - 4 barras energéticas Lembrei-me várias vezes desta frase do amigo Sandro: " Nada é impossível " "demonspeed" in http://maniacosdopedal.blogspot.com/2008/04/srp160.html
Lá vai Serpa, lá vai Moura e Espanha fica logo à direita (vou deixar Pias para outra altura). Desde muito novo que ouvia dizer, que de Espanha, nem bom vento, nem bom casamento e realmente é capaz de ser assim. Estive em Serpa numa maratona que não era para mim, mas como a maioria das vezes eu sou teimoso, lá fui. Das duas distâncias, tinha que ser a maior, (160) então mas eu ia fazer aquilo por menos? Nã!. Só digo que ainda bem que não me deixaram seguir, porque senão a esta hora ainda andava por lá. Partida certinha e direitinha, logo ás 8H, sim senhor, pontualidade. Era vê-los de roda no ar logo no arranque, parecia que era uma maratona de 20 km (para mim). Voltinha da praxe no alcatrão e aí está a prova iniciada na terra. O primeiro abastecimento era para ser aos 20 km, mas como não devem de ter encontrado um local mais ou menos plano para dar de beber ao pessoal, (digo beber, porque havia água, bananas e bolos de manteiga secos, porque a manteiga foi só para os fazerem) foi para aí aos 30. O segundo seria aos 60, mas fui encontrá-lo aos 71, penso que é muita distância entre eles, (para mim) pois por estranho que pareça estava já sem água, digo estranho, porque habitualmente bebo pouco. O último abastecimento para mim foi aos 100 e ainda bem que ele estava ali, pois já tinha sete horas e meia de caminho e o “selim” começava a dar sinais de muita fadiga. Penso que foi um Transpinhal que eu fui fazer no Alentejo, aquilo ou é a subir ou é a descer e a descer até os olhos tremem. Os pulsos e braços também não ficam muito satisfeitos, porque no fim das descidas tinha que haver alguma coisa que não deixava embalar, ou tinha água (sim, porque eles escolheram todos os cantinhos em que havia água para passar) ou tinha buracos de mais para fazer o início da subida mais folgado e por aí adiante. Gelei os pés para aí aos 20 km, talvez menos, e só os comecei a sentir perto dos 60 (o direito só no meu penúltimo abastecimento). Levei o apoio de moto4 para aí 5 km depois do penúltimo até ao meu ultimo abastecimento, o queria dizer que não havia mais ninguém atrás de mim, uns já tinham desistido e os outros, pois os outros iam todos lá bem na frente. Estive mais ou menos meia hora para me levarem do abastecimento, juntamente com mais três que já lá estavam. Passamos por outra zona de desistência para apanhar mais e fomos para Serpa tomar banho. A água era quente, já lhes estava a rogar pela pele se estivesse fria. O almoço (não sei bem se foi almoço, lanche ou jantar, foi um misto) mereceu o esforço para chegar à cantina da escola EB lá da zona. Estava muito bom, com qualidade e quantidade. Borrego de jardineira (um espectáculo) mesmo à moda alentejana. Entremeadas, febras, esparguete, saladas, sumos (de laranja, que faltaram nos abastecimentos), aguas e não podia faltar a cervejola. Cheguei a andar mais de 30 km sem ver ninguém, nem malta da assistência, (deviam de andar com o pessoal da frente) o que não é muito agradável. O que tinha de bom era que estava tudo bem marcado. Dúvidas houve apenas num monte que tinha mais do que um caminho e eu não via fita nenhuma, mas estava um sujeito a lavar o carro à porta de casa, (não sei para quê, ele para sair dali ia sujar aquilo tudo outra vez). Perguntei-lhe por onde era e ele foi logo muito solícito a informar de tudo: que era em frente, já tinham passado muitos e que até ia uma mulher na minha frente, ao que eu respondi, que pelo menos quatro eu tinha visto. Por mulheres, eh pá, ele há umas com uma pedalada, que dá gosto de ver. Essa que ia na minha frente, (um bocado já bem bom para a frente) tinha passado por mim e também se queixou que não via ninguém já fazia bastante tempo. Ainda fizemos uns km (poucos) juntos mas tive que voltar ao meu ritmo para não morrer logo ali e só tenho a agradecer a força que me deu para continuar. Quando ia na pickup, voltei a vê-la, deviam faltar uns 30 km para chegar e pareceu-me que o ritmo ainda era o mesmo. Bem, fiz 100 km, 2100 de acumulados e vim para casa todo contente porque não fiquei com o corpito empenado. No final, vou para um semáforo amarelo, só para ver se eles se lembram no próximo de tratar dos abastecimentos um pouco melhor e para as motos, que eram umas quantas, andarem de um lado para o outro a ver o que se passa e a malta não se sentir muito abandonada. É portanto um amarelo a fugir para o verde.
"Just 4 Fun" in http://just4funbtt.blogspot.com/2008/04/srp160-serpa-12-de-maio-de-2008.html
(Relato de um dos membros do Staff) Ora viva!Na sexta a noite já foi tarde/noite muito agitada no secretariado do srp160, no qual estive a dar uma mãozinha. Nelson Garcia in http://nelson-garcia.blogspot.com/2008/04/ultra-maratona-srp160.html No dia 12 de Abril de 2008 realizou-se uma das mais extensas provas de BTT de entre as que já decorreram no nosso país. A empresa Trilhos Vivos organizou, no Baixo Alentejo, uma prova de Cross Country de 160 kms, a quase totalidade dos mesmos em terra batida. A prova desenrolou-se na bela e acidentada zona de Serpa, onde foi testada a resistência física e a capacidade psicológica dos participantes. A primeira metade teve uma altimetria superior, depois de alguns kms na vila de Serpa e do "engarrafamento" num dos primeiros single tracks, atravessaram-se alguns ribeiros onde a água limpava mais de metade das bicicletas, e apanharam-se descidas perigosas. A segunda parte da prova foi mais rolante e permitiu conhecer alguns pontos turísticos de interesse e aldeias daquela zona. Nesta prova participaram José Figueira, Pedro Roque e Rui Leal, nunca nenhum deles participou numa prova com tamanha extensão. O transporte foi disponibilizado pela Câmara Municipal de Redondo. A boa organização, as magníficas paisagens, o espírito de camaradagem e os bons abastecimentos e jantar contribuiram para 168 (!) kms e um dia bem passado numa das mais belas zonas do nosso país. JF in http://bttredondo.blog.pt/
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